No ser humano, toda ideia inicial de assassinar o próximo nasce do egoísmo ferido, desvios mentais inatos ou adquiridos por reações endócrinas. Mata-se ainda pela falta de Deus em suas vidas, onde falhou a educação na família. O Brasil, rotulado de terceiro mundo, comporta-se neste terceiro milênio como um dos campeões de assassinatos, onde predominam as vítimas jovens, envolvidas em ondas de narcotráfico. Segue-se o abuso de poder dos déspotas políticos e econômicos, capazes de fragilizar a dignidade da justiça com ameaças ou subornos e manter grupos de extermínio dentro das corporações de segurança, orientados para execuções sumárias de autoridades judiciárias, e combater, ao mesmo tempo, quadrilhas paralelas, na senda do crime organizado. O assassinato da juíza, no sul do País, anunciado com aviso prévio, e a audácia dos oficiais policiais que cuidaram em fuzilá-la com requintes de poder destruidor, revelou a chocante mensagem ao mundo de que, no Brasil, as leis e a justiça podem ser descartáveis pelos poderosos. Em que perspectiva de segurança pode-se classificar a atual sociedade organizada do País, sob a responsabilidade dos Três Poderes, numa oportunidade em que, mais uma vez, são desmascarados os inimigos dentro das nossas repartições públicas, regidas por leis caolhas e inseguras? O último aditivo na legislação criminal substitui a sentença do réu, condenado a pena de quatro anos e meio de prisão, pela liberdade condicional mediante fiança no valor arbitrado pelo delegado de polícia de plantão. Abertura à criminalidade.
Predomina a inanição de ânimo no Congresso Nacional em favor das reformas legislativas. Elas exigem um pouco mais de trabalho, senso patriótico e amor ao País. A maioria dos nossos congressistas demonstra uma crônica exaustão.
O Brasil tem involuído no setor judiciário, carente de leis atualizadas. Permanece a negligência na execução dos mandatos. Percebe-se a ausência de um aparelhamento que moralize e promova a execução de suas decisões. Até quando?
As leis de um país são sua espinha dorsal. Retilíneas. Firmes.
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