O jornal Diário do Pará publicou mais uma carta de protesto contra a declaração do irmão
marista, que vai reproduzida ao fim. É difícil imaginar que isso aconteceria sem
a organização e a determinação geradas por esta lista, cujas ações já emplacaram
diversos sucessos neste curto período de existência, e isso antes de atingirmos
sequer 200 membros. Espero que isso sirva de incentivo a novas adesões.
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RESPOSTA ÀS DECLARAÇÕES DO IRMÃO AFONSO HAUS
Caio Maximino de Oliveira
Bairro da Pedreira
É com pesar que leio, na edição de domingo (17/outubro/2010), a declaração do
irmão marista Afonso Haus, que diz ter "pena daquele que não tem fé" e
considerá-lo "um nada!". Compreendo que o momento é precisamente de fé e crença,
com o Círio recente, uma importante festa religiosa e cultural que tanto
representa nosso Estado. Entretanto, me sinto atacado pela declaração do irmão,
que mostra-se preconceituosa e hostil aos ateus e agnósticos. O irmão Haus parte
do princípio de que, sem fé em Deus, não há possibilidade de ética, com o qual
discordo veementemente.
Em primeiro lugar, a falta de ética não é prerrogativa dos ateus, haja vista os
diversos casos de pedofilia na Igreja Católica, os assassinatos em massa
promovidos pela mesma Igreja durante a Idade Média, os casos de corrupção de
políticos religiosos... Em segundo lugar, existe sim espaço para comportamento
ético dentro do ateísmo; nós, ateus, somente não terceirizamos nossa consciência
moral, nos permitindo (e obrigando) a reflexão moral crítica.
Os princípios que o irmão Haus apregoa como exclusivos da educação marista não o
são; e esperança e caridade são tão parte de uma ética secular quanto de uma
ética cristã. Vide análises do filósofo (cristão) Baruch de Espinosa.
Assim como já foi com negros, homossexuais, judeus e outros grupos, há muito tempo os ateus vêm sendo apontados como um câncer na sociedade. Desprezíveis, sem limites, imorais ou até criminosos - essa é a imagem que grande parte da população tem sobre os ateus. Todos devem se pronunciar contra o preconceito e a discriminação que sofrem os ateus. Aqui, cidadãos de todas crenças e descrenças podem se informar e protestar contra pessoas e instituições que espalham o preconceito.
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sábado, 12 de março de 2011
Irmão marista - Feedback II
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Daniel Sottomaior
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Irmão marista - Feedback I
Parabéns a todos que enviaram suas cartas. Uma delas foi publicada, e a
reproduzo abaixo:
Resposta ao irmão Haus
Thomaz Eduardo Eurich
tomrich.self@gmail.com
Em uma entrevista realizada neste dia 17, com o irmão Afonso Haus, li a seguinte
afirmação por parte do "irmão", em negrito a parte que me chamou atenção:
"A educação marista é baseada em três princípios: na fé, na esperança e na
caridade. Tenho pena daquele que não tem fé. É um nada! Para vivermos,
precisamos ter fé e esperança". Acho curioso que, num país laico por direito, um
cidadão a quem se atribui a alcunha de "educador"use de palavras para tentar
rebaixar a (des) crença alheia. É algo para se pensar: será mesmo que a educação
religiosa pode ser levada á sério estando na responsabilidade de pessoas que
partilham das retrógadas atitudes preconceituosas que hoje, no século 21,
tentamos banir com tanto afinco?
Preconceito é retrógado. A educação não pode ser retrógada, pois, quando se fala
em educar, fala-se em preparar os futuros cidadãos desse país. Fica aí minha
mensagem de lamento pela infeliz declaração do irmão Afonso Haus, que nada mais
é do que o reflexo dos preconceitos dos preconceitos do passado.
reproduzo abaixo:
Resposta ao irmão Haus
Thomaz Eduardo Eurich
tomrich.self@gmail.com
Em uma entrevista realizada neste dia 17, com o irmão Afonso Haus, li a seguinte
afirmação por parte do "irmão", em negrito a parte que me chamou atenção:
"A educação marista é baseada em três princípios: na fé, na esperança e na
caridade. Tenho pena daquele que não tem fé. É um nada! Para vivermos,
precisamos ter fé e esperança". Acho curioso que, num país laico por direito, um
cidadão a quem se atribui a alcunha de "educador"use de palavras para tentar
rebaixar a (des) crença alheia. É algo para se pensar: será mesmo que a educação
religiosa pode ser levada á sério estando na responsabilidade de pessoas que
partilham das retrógadas atitudes preconceituosas que hoje, no século 21,
tentamos banir com tanto afinco?
Preconceito é retrógado. A educação não pode ser retrógada, pois, quando se fala
em educar, fala-se em preparar os futuros cidadãos desse país. Fica aí minha
mensagem de lamento pela infeliz declaração do irmão Afonso Haus, que nada mais
é do que o reflexo dos preconceitos dos preconceitos do passado.
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Daniel Sottomaior
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PROTESTE - Irmão marista: quem não tem fé "é um nada"
No último domingo, dia 17 de outubro, o Diário do Pará publicou uma entrevista com o irmão marista Afonso Haus. Em certo trecho, cuja imagem vai em anexo, ele afirma:
Enviem seus comentários hoje!
O email do "Espaço do leitor" do jornal Diário do Pará é cartas@diariodopara.com.br
"Em 1960, éramos 23 Irmãos Maristas, em Belém. Hoje, há somente três: o Irmão Nelson, o irmão Roberto e o irmão Maurício. A educação deu uma guinada muito grande. Hoje, há uma falsa liberdade. A educação marista é baseada em três princípios: na fé, na esperança e na caridade. Tenho pena daquele que não tem fé. É um nada! Para vivermos, precisamos ter fé e esperança. A caridade faz parte das nossas obrigações, como cristãos, e que irá pesar diante de Deus. Atualmente, para os pais educarem seus filhos, têm que fazer das tripas coração. O colégio não pode se responsabilizar pela educação que eles trazem de casa. Devemos seguir o caminho do meio. Nem à esquerda e nem à direita, sempre segurando nas mãos de Deus. Ainda digo que, se possível, se houver elementos, os pais matricularem seus filhos num colégio religioso. O educador marista prima pela disciplina, pelo respeito aos mais velhos, e pelo amor e respeito a Deus e a Nossa Senhora."
Enviem seus comentários hoje!
O email do "Espaço do leitor" do jornal Diário do Pará é cartas@diariodopara.com.br
FAX: (91) 3084-0145
End: Av. Almirante barroso, 2190, 1º andar, Bairro: Marco
Belém (PA)
CEP 66095-000
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